No último dia do Fórum Internacional de Sustentabilidade, a figura mais evidente foi o cineasta James Cameron. Ele protagonizou a palestra da tarde falando a respeito do seu último filme, Avatar. Segundo o próprio, a pretensão principal do filme não era ganhar dinheiro, mas sim usá-lo para denunciar o descaso dos seres humanos com a natureza.
O premiado diretor focou a palestra nos problemas que temos que enfrentar para que a próxima geração não sofra mais. “Que tipo de ancestrais queremos ser?”, refletiu. James disse ainda o objetivo de seu filme era justamente fazer com o público se conscientizasse dos problemas ambientais, principalmente as crianças. Falou do trabalho de sua esposa, Suzy Amis, com a conscientização de crianças na Califórnia e em outros países através do Skype. Na coletiva de imprensa, ela falou da importância de fazer com as crianças tenham a preservação como modo de vida, fazer com que seja algo natural para elas.
Outro assunto abordado por Cameron foi a usina de Belo Monte. Pediu, inclusive, ao presidente Lula que pensasse mais sobre o futuro e a diferença que ele pode fazer. A megausina, que deve ser licitada em breve, causará o desvio das águas do Rio Xingu e pode afetar 25 mil moradores locais.
O cineasta comentou também sobre a seqüência de Avatar. James falou pela primeira vez que a temática do filme será o oceano e que as cenas na floresta, assim como no primeiro, serão inteiramente produzidas por computador, descartando a possibilidade de serem filmadas na Amazônia.
Assim como Al Gore, Cameron foi homenageado ao fim de sua palestra com uma estátua, também confeccionada por Bia Doria, e uma bandeira do Amazonas entregue por Jecinaldo Barbosa, o primeiro secretário indígena do Brasil.
Thamires Clair, estudante de Jornalismo da Ufam.
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